REVELAÇÃO

 

 

 

 

Estou presente sem ser sentida

eu faço parte, sem estar contida.

Eu tenho tudo sem ter nada,

tudo escorre pelas mãos.

Se quiser me conhecer,

estou no “Medo da chuva”,

no “Caubói fora da lei”

ou, “Como uma onda”

em movimentos de vai e vem.

Não chego a lugar algum.

Sou como o “Último romântico”,

que sonha mesmo acordado.

Queria estar presente,

fazer parte, estar contida,

e, no meu desejo frustrado

ter quem sabe, “Um certo alguém”.

 

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