INÉRCIA

A minha alma que geme
esta dor que tanto choro.
Enorme vazio, um lamento;
por um carinho imploro.
Rebusco saber quem sou,
no espelho nem me reconheço.
Cadê a alegria de outrora?
Queria voltar ao começo.
Na estrada ora passada,
longo caminho entristeço.
Nada fiz, nada sou e agora,
sem perspectivas, envelheço.
Com a solidão me deito,
a noite é longa e fria.
Dias imensos se passam,
sem ter fim esta agonia.
Estou perdida no mundo
preciso achar meu caminho.
Frustrada nos sonhos e planos,
a vida passa, eu inerte definho.


