AMIGO CAETANO

 

 

 

 

 

Nos áureos tempos passados,

de glórias e até solidão

estão perdidas no espaço,

as marcas do coração.

 

Quanto te chamei “Leãozinho”.

Aflorastes a “Tigresa” em mim.

Canções marcadas na alma,

me fazem sofrer assim.

 

De “Alegria alegria” até a glória.

Do encontro com a repressão,

lá fora, num país distante

reprimiram tua expressão.

 

Amarguei tristeza infinita.

Deixastes “Luz do sol” o espaço;

teu lar, teu pedaço de chão.

Habitastes em sombrio pedaço.

 

No teu retorno a “Sampa”,

como “Diamante verdadeiro”

feliz, ao encontrar tua terra,

uma “Pessoa vitoriosa”, inteiro.

 

No “Drama” da “Vida real”

ser meu “Mel”, quem dera!

Ou, da tua vida um “Talismã”,

talvez seja pura quimera...

 

Feliz é o povo que tem,

um poeta sem vaidade

que canta com pureza d’alma

o amor, a vida, a realidade.

 

Saudades daqueles tempos,

da nossa Santo Amaro.

Saudades das canções entoadas,

na velha igreja do Amparo.

 

Caetano, daqui de longe,

vejo tua vida passar;

e, nas frases dos teus poemas

vivo e sofro a recordar.

 

Quanto orgulho meu amigo!

ao ouvir cada canção,

que traz teu nome gravado

como poeta do coração.

 

(página anterior)               (início)               (próxima página)