NUMA OUTRA VIDA, QUEM SABE?

 

 

 

 

Vagando a noite pelo quarto,

na penumbra visualizo teu retrato.

Um aperto doeu como enfarto,

percebi, na tua vida fui abstrato.

 

Construí um castelo encantado

sonhei que nele tu habitavas,

igual a um cavalheiro devotado

dentre teus braços me embalavas.

 

Comecei a me senti um nada,

por vezes que chorei e nem ligastes.

Soluçando vi a lagrima derramada,

sem conter o pranto que tu deixastes.

 

Sonho? Pena, é pura quimera...

Ao abrir janelas, ou luzes acender,

o encanto se acaba e quem dera...

ficar contigo no eterno adormecer.

 

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