SAUDADE

 

 

 

 

Muitas loucuras fiz, pra esquecer a dor da saudade.

Apaixonei-me muitas vezes, me perdi em outros braços

fingi que tudo acabou pra esquecer a minha verdade;

e, a sede da procura, no desejo de encontrar seus abraços.

 

Nossas velhas canções, que machucam meu coração

são como ecos a maltratar minha tão sofrida alma.

As noites que passam, dias que chegam e a solidão...

Tortura de amor, que nem Ave Maria, acalma.

 

Sei, Ninguém é de ninguém, mas, Onde anda você?

Se eu ficava sempre dividida entre Matriz e filial.

De noite a procurar,  numa Ronda nos bares, cadê?

Que será? Depois que tudo aconteceu, qual nosso final?

 

Nada que faço me importa e, aqui enfrente ao mar

lembrei-me de Meia volta, vivo triste igual a canção...

sigo o caminho, mas eternamente, Eu sei que vou te amar.

Mesmo magoado e ainda ferido, é teu meu coração.

 

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