DESCAMINHO

         

 

 

 

 

Ando pelo vazio da minha alma. Corredores escuros, estreitos. Sinto um frio enorme. A sensação talvez, seja de um mundo distante, profundo, totalmente desabitado.

Vou ao encontro de um coração; doente, fragilizado, tentando encarar a véspera de uma suposta viagem, ou, quem sabe, encontrar um caminho.

Preciso saber quem sou, porque no meu peito, a alegria foi embora. Nele, só existe um ser tristonho, ansioso, que não mais conheço; isolado.

Nunca tive tanto medo de ser eu mesma. Nunca tive tanto medo de encarar a verdade. Talvez seja minha última esquina; medo de amar, medo de voltar a sonhar, medo desse descaminho.

Na minha alma plantei um sonho. Hoje colho os frutos dos dissabores.

Na minha vida cultivei carinhos, onde pensei existir amores.

 

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