Ela percebia, mas nada dizia.
Ela notava, mas não retrucava.
Seguia, nem ele a via!
Nem
podia:
seu tempo era pra si, seus
amigos.
Importância?
Todos tinham, menos
ela.
Qualquer escrito era visto,
elogiado.
Qualquer sinal,
era motivo de
carnaval.
E ela? Coitada!
Nada que tinha,
lhe detinha,
não tinha jeito,
nada era
perfeito.
Foi-se uma vida,
foi-se um mundo,
foi-se tudo...
Mas nada se acabou,
pois ela, em sua mais cruel dor,
despiu-se sem piedade,
da veste mais bonita do amor.