Anjo de Ternura

Ao chegar ao teu jardim
no orvalho vi, tua imagem refletida.
Na beleza singela do jasmim,
o aroma da tua flor preferida.
Fitei-a e num tom inquietante
perguntei a essa flor;
por que habitas nessa campa,
onde dorme, meu amor?
Como resposta, a atrevida,
aquela florzinha, entristecida
fitou-me e disse com doçura:
aqui guardo, este anjo de ternura...
(Folheando velhos álbuns de fotografias, encontrei essa foto de minha mãe, aos 20 anos.
É minha mais doce e triste saudade! Mas o amor que nos une, vai até a eternidade).

